| Fernanda Matos | /Teresinha |
| Horácio Silva | / Carlitos |
| Américo Botelho | / Estrelas |
| Feliciano David | / Pompeu |
| António Santos | / Eduardinho |
| Realização | Manoel de Oliveira |
Primeira longa metragem do realizador português Manoel de Oliveira é
amplamente reconhecido como uma obra pioneira que antecipou o neorrealismo
italiano, destacando-se pela sua estética inovadora no cinema português da
época. O filme é considerado um precursor não só pela abordagem realista e
social, mas também pelos seus elementos formais, utilizando cenários reais,
filmados nas ruas da Ribeira, no Porto, focando-se na vida de crianças de
classes trabalhadoras.
Através do olhar infantil, Oliveira retrata as
diferenças de classe, a pobreza, e as dinâmicas sociais com uma crueza inédita,
aproximando-se do realismo. Embora tenha sido mal compreendido na sua estreia em
Portugal, "Aniki Bóbó" consolidou-se como uma obra essencial e uma das mais
memoráveis de Manoel de Oliveira.
"Aniki-Bobó" – fórmula mágica que, nas
brincadeiras de crianças, permite determinar, sem discussão, quem é polícia e
quem é ladrão. O universo infantil feito de sonhos, impotências, audácias e
medos, generosidade e mesquinhez... Os bairros populares do Porto, nas margens
do Douro, onde as crianças são pobres, livres e aventureiras. Um garoto tenta
ser aceite num grupo de meninos que brincam na rua.
| Prémios e Citações | |
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