| Jean Gabin | / François |
| Jacqueline Laurent | / Françoise |
| Jules Berry | / M. Valentin |
| Arletty | / Clara |
| Mady Berry | / La concierge |
| Realização | Marcel Carné |
Embora não tenha sido o primeiro filme a usar fusões para marcar flashbacks,
"Le Jour Se Lève" de Marcel Carné , foi considerado tão inovador em 1939 que os
produtores insistiram em que uma mensagem fosse colocada antes do título para
desfazer qualquer confusão : "Um homem cometeu um assassinato . Preso num
quarto, ele recorda como se tornou num assassino. "O dia amanhece normal num
subúrbio operário. Um cego começa a subir a escada de um prédio, até que uma voz
se faz ouvir: "Cala essa boca!". Um tiro. Uma porta abre-se e um homem sai com a
mão na barriga e rola escada abaixo até aos pés do cego, apavorado. François,
operário, permanece só no seu quarto, que logo será cercado pela polícia.
O
clima fatalista de alienação existencial do filme e sua atmosfera austera e
claustrofóbica foram, sem dúvida, os precursores do clima e da forma do filme
noir americano. Da mesma forma, o romântico bronco de Gabin antecede os actores
americanos, como John Carfield e Humphrey Bogart, como um icônico herói
proletário."Le Jour Se Lève" é provavelmente, a obra prima do realismo poético
francês.
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